Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Gravity (2013)

O melhor cartaz de "Gravity" e provavelmente o melhor poster  cinéfilo do ano.


Há vários elogios que se podem tecer a este novo trabalho de Alfonso Cuáron, mas para mim o maior deles é que este é um filme que deixa bem claro que há experiências e sensações que só conseguem ser despoletadas numa sala de Cinema. Para além do eficaz argumento de Cuáron (escrito em conjunto com o seu filho) que embora sem grandes mistérios ou reviravoltas, nos consegue prender desde o primeiro minuto com a sua capacidade impressionante de transmitir momentos de pura angústia ilustrados por uma beleza espacial estonteante, a equipa técnica está igualmente de parabéns pois tem o mérito de criar uma relação com o público tão intensa e perturbante, a que é impossível ficar indiferente. Apesar de achar algo exageradas as comparações com o trabalho de Kubrick, “Gravity” não deixa de ser o filme mais empolgante e tecnicamente impressionante que tive oportunidade de ver nos últimos tempos. Uma experiência a não perder no grande ecrã. 

 Imagem: reprodução

Já passaram 20 anos...




Cartazes comemorativos do vigésimo aniversário desta pequena maravilha de filme. A autoria é do Jeff Soto.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Modern Love






Quem já passa por aqui há mais tempo já conhece o meu grande amor pelo trabalho do Noah Baumbach. Ora depois deste "Frances Ha", esse amor aumentou ainda mais, o que em muito se deve ao facto de Baumbach eleger a magnífica Greta Gerwig (que também assina o argumento juntamente com o realizador) uma das actrizes mais talentosas desta nova geração, como a sua nova musa inspiradora.

 "Frances Ha" conta-nos a história de Frances uma mulher nos seus late twenties que sonha em conseguir um lugar permanente na Companhia de Dança onde se encontra como aprendiz. O problema é que Frances já não é tão jovem como pensa ser e está longe de ter o talento enquanto bailarina que tanto sonha alcançar. 

O trabalho de Baumbach é um colírio para a vista. Filmado inteiramente a preto e branco, mostra-nos uma Nova Iorque mais bela do que nunca e o paralelismo que é traçado entre a cidade que nunca dorme e esta nova geração de adultos, inquieta e voraz, é muito bem conseguido. A isto acresce um conjunto de diálogos a que é impossível ficar indiferente, e uma banda sonora magnífica. A sequência em que vemos Frances a correr pelas ruas de NY ao som da "Modern Love" é já para mim a melhor cena do ano.

Resumindo, "Frances Ha" tem por base uma fórmula bastante simples mas o seu resultado final é grandioso e acima de tudo passa uma mensagem  genuína e importante sobre a impiedosa e implacável realidade da vida adulta, sem nunca perder o optimismo. Um filme a não perder.

Imagens: reprodução

Amor ao primeiro cartaz



Parece que vem por aí mais uma pequena pérola cinéfila para acrescentar ao magnífico universo do Wes Anderson. Trailer aqui.

Imagem. impawards

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Programa para hoje


Já tinha saudades de sentir este entusiasmo antes de ver um filme no grande ecrã. Esperam-se grandes feitos deste "Gravity".

Imagem: reprodução

The Kings of Summer (2013)


Uma das sensações da edição deste ano do Festival de Sundance e muitos não têm mesmo dúvidas em apontá-lo como o "Into The Wild" desta nova geração. Eu não vou tão longe, mas não há dúvidas que é um filme bem simpático que vale a pena espreitar.

Imagem: impawards

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Great Cover



Enquanto não consigo arranjar tempo para ir ver o  "Blue Jasmine", contento-me em apreciar a beleza da capa da última edição da Little White Lies.


Imagem: reprodução

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Love, love will tear us apart again...














Não consigo perceber como é que depois de ver o trabalho terminado a Massy Tadjedin não achou que seria boa ideia retirar todas as cenas da Eva Mendes e do Sam Worthington. Se isso tivesse acontecido não tenho dúvidas que o resultado final seria bem mais satisfatório. Assim sendo, vale por todos os momentos da dupla Knightley (está linda neste filme) e Canet. Mas isto para mim, que sempre tive uma "queda" por amores adiados e eternamente desencontrados.


Todas as imagens retiradas daqui.

Ainda não foi desta



que consegui fazer as pazes com o M. Night Shyamalan. Apesar de ser significativamente melhor do que o seu último trabalho (o que convenhamos não era assim tão difícil) e ter um trabalho de realização bastante competente, "After Earth" falha no argumento (baseado numa história escrita pelo próprio Will Smith) e claramente no casting, já que nem pai nem filho conseguem convencer e até chega a arrepiar ver a forma como o pequeno Smith já assimilou todos os tiques irritantes do pai. É uma pena, porque estão lá alguns dos traços que me fizeram apaixonar pelo estilo de Shyamalan mas no cômputo final não deixa de ser uma das desilusões cinéfilas deste verão.

Imagem: impawards

A long time ago we used to be friends

Ahhh, as alegrias que a Comic Con nos traz :D



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Peço desculpa pela ausência mas...

tenho andado perdida pelas páginas deste livro maravilhoso:




ou a apaixonar-me ainda mais pela voz do Justin Vernon e o seu  projecto paralelo que entrou directamente na listagem dos meus preferidos do ano:





e ainda a deliciar-me com o assombroso talento do Mads Mikkelsen quer na hipnotizante "Hannibal" (o Bryan Fuller não desilude) quer no magnífico "Jagten"



Depois disto, estamos de regresso ao normal funcionamento.

Imagens: reprodução

terça-feira, 9 de abril de 2013

Nothing is as simple as Black and White



Revi no Fim-de-Semana este maravilhoso "Pleasantville" e o meu amor pelo filme mantém-se intocável. É sem dúvida alguma um dos títulos mais acarinhados da minha DVDteca.

Imagem: impawards

terça-feira, 2 de abril de 2013

Ohhh....He missed the plane ;)




Depois das imagens, aqui fica o primeiro cartaz, bem como, o primeiro trailer para "matar" as saudades de Jesse e Celine:


Imagem: impawards

terça-feira, 26 de março de 2013

A New Kind Of Love


Imagem: reprodução

sexta-feira, 8 de março de 2013

quinta-feira, 7 de março de 2013

Wreck It Ralph (2012)



Num ano em que a Pixar desiludiu com “Brave”, a Disney demonstra que está tirar grande partido da sua aprendizagem e surpreende-nos com aquele que é provavelmente o seu melhor trabalho nestes últimos anos. “Wreck It Ralph” é um filme muito bem executado, com uma construção exímia do universo dos videojogos (a abertura clássica da Disney em 8-Bit ficou um espanto) onde não falta a transformação que esse mesmo universo tem vindo a sofrer ao longo dos anos, bem como as inevitáveis referências (até eu que sou uma leiga nesta matéria reconheci algumas) e um conjunto de personagens carismáticas a que é impossível ficar indiferente. Foi uma pena não ter levado a estatueta para casa.

Imagem: reprodução

pta


Imagem: reprodução

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

If you could, save me from the ranks of the freaks who suspect they could never love anyone...



É uma das minhas manias constantes, o inevitável regresso ao passado, cada vez que surge um novo trabalho de um dos meus artistas de eleição. Desta vez, depois de espreitar o magnífico “The Master” tornou-se obrigatório revisitar um dos filmes que mais acarinho do grande Paul Thomas Anderson, “Magnolia”, que segundo as palavras do próprio é "unquestionably the best film I will ever make."

 Já perdi a conta ao número de elogios que foram feitos a este trabalho, todos eles bem merecidos, que sobretudo realçam a direcção e o argumento magistral do realizador, a banda sonora enquanto uma das personagens mais importantes do filme, a fotografia hipnotizante e claro o magnífico conjunto de interpretações, todas elas, sem qualquer excepção ao mais alto nível. Contudo, o que muitos se esquecem de referir é que “Magnolia” é também uma das mais fortes e bonitas declarações de amor que já vimos no grande ecrã.

 Anderson declarou aos quatro ventos que Fiona Apple, namorada do realizador nessa fase, foi a sua grande inspiração para este trabalho. Essa situação é notória em personagens como Stanley, a criança prodígio que tal como Apple vive negligenciada e explorada pelo próprio pai. Anderson chegou mesmo ao pormenor de replicar alguns momentos reais de Fiona como a cena em que Stanley implora para que o deixem ir à casa de banho durante um programa televisivo:

 “Fiona told me a story, and it's funny, because I don't remember it in detail now, because I've twisted it around and made it my own, but she had to go to the bathroom in some kind of taping situation, and they just said, 'Well, can you just hold it and do this thing for us first?' And she did. And when she told me this story, I wanted to strangle every person involved. We had just fallen in love, and I was just becoming protective of her, you know, as protective of her as I am now, as my girlfriend and, you know, as my love. And to hear this story made me want to crack someone's head open and say, "Let her go to the fucking bathroom." – Paul Thomas Anderson para a Rolling Stone 

Outro exemplo claro é o célebre discurso de Fiona Apple nos VMA, ( “This World is Bullshitt”) no momento em que Stanley também decide desafiar aquele mundo de ilusões.

 Contudo, se Stanley reflecte apenas a infância dolorosa de Apple enquanto criança prodígio, Claudia (interpretação magistral de Melora Walters) vai mais longe, representando não só a repercussão dos abusos sexuais na infância, o uso de drogas como escape à realidade dolorosa em que se encontra e principalmente a crença inabalável de que não merece ser amada.

 É curioso que Anderson opte por escolher os versos de Aimee Mann (“Now that I've met you, would you object to never seeing me again?”) para ilustrar esse estado de espírito da personagem quando podia ter usado as palavras que Fiona tão bem utiliza nas canções do grandioso “When The Pawn…” (uma obra-prima musical também ele totalmente influenciado pelo relacionamento com Anderson).

O darling, it's so sweet, you think you know how crazy, how crazy I am/You say you don't spook easy, you won't go, but I know and I pray that you will /Fast as you can, baby run-free yourself of me”. 

Mas as palavras de Apple apenas servem para reforçar a obsessão e o proteccionismo de Anderson para com Fiona inspirando-o a escrever aquele discurso final que como o próprio referiu na altura em entrevista à new york magazine representa “the epitome of every embarrassing thing I wanted to say to her…": 


“I can't let this go. I can't let you go. Now, you... you listen to me now. You're a good person. You're a good and beautiful person and I won't let you walk out on me. And I won't let you say those things - those things about how stupid you are and this and that. I won't stand for that. You want to be with me... then you be with me... You see? “ 




 É assim que chegamos àquele último momento, uma cena magistralmente construída e pensada ao pormenor. “Save Me” assume o protagonismo enquanto no fundo se ouvem as palavras pouco perceptíveis de John C. Reilly,  porque aquele é um momento íntimo direcionado apenas para a sua Claudia/Fiona.

No final, não são precisas mais palavras, basta apenas um sorriso a representar que apesar de todos os traumas e dos demónios internos ainda há esperança para Claudia/Fiona.

Simples, tocante e absolutamente perfeito...


Paul e Fiona podem não ter tido direito ao seu final feliz, mas não restam dúvidas que este relacionamento foi uma bonita (e dolorosa) história de amor que despoletou um dos filmes e um dos álbuns mais marcantes dos anos 90.


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Mensagem para a Academia


Enquanto se espera pelo arranque da cerimónia, aproveita-se o tempo para rever um dos melhores filmes dos últimos anos. 


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013