O melhor:
O segundo dia, sem qualquer margem para dúvida. Assistir a Portishead e logo a seguir Arcade Fire é basicamente como ir ao céu e voltar. Já conhecia a banda de Beth Gibbons ao vivo mas, senti-me como se os tivesse a ver pela primeira vez. Quanto a Arcade Fire, essencialmente foi por causa deles que decidi ir ao SBSR e tenho a dizer que se fosse hoje, apesar de todos os aspectos negativos (que foram muitos), iria de novo. Foi a primeira vez que tive a oportunidade de os ver ao vivo e sinceramente espero que seja a primeira de muitas. A empatia criada com público é simplesmente indescritível e fiquei mesmo emocionada com a entrega da banda. Quanto ao som, que tem sido alvo de muitas críticas confesso que não me deparei com esse problema porque estava mesmo à frente mas, pelo que me disseram quem estava mais atrás não conseguia ouvir direito o que é de lamentar;
"Los Macaquitos del Arctico" a darem também um bom concerto. Notei uma grande evolução na postura da banda em palco desde a última vez que os vi e para mim foi claramente a melhor banda do primeiro dia que ficou bastante aquém das expectativas. De lamentar apenas o facto de ter sido "obrigada" a arrastar-me bem para trás assim que o concerto começou mas, o amor aos meus lindos "dentinhos" falou mais alto. Ah, e nem acredito que não tocaram a "Reckless Serenade" humpf;
No último dia Elbow, foi para mim o ponto mais alto embora os The Strokes também me tenham surpreendido bastante pela positiva. Não tinha grandes expectativas para este concerto em primeiro lugar porque o último álbum foi uma decepção e em segundo porque sempre tive a ideia de que a banda não era nada de especial ao vivo. No entanto, a boa disposição de Casablancas surpreendeu-me e acho que conseguiram encerrar o festival em grande estilo;
O pior:
A decepção de Beirut, uma sombra daquilo que vi o ano passado na Zambujeira o que em muito se deve à indiferença do público. Fiquei claramente com a ideia de que o palco secundário teria sido uma melhor opção para receber a banda de Zach Condon;
O comportamento do público em alguns concertos. A determinada altura parecia que a malta estava mais interessada em tirar fotos para actualizar os perfis do Facebook e afins do quem em apreciar os talentos que se encontravam em palco. Mais do que uma vez, tive que mudar de sítio devido às conversas paralelas...
As condições do recinto. Embora eu não tenha sido muito afectada pelas mesmas (a não ser com a porcaria do pó que levei em cima), porque optei por não acampar no recinto e consegui sempre desenrascar-me bem a chegar ao local (quer fosse a pé ou através de um atalho espectacular pelo meio da mata), é de lamentar as condições que proporcionaram às pessoas que optaram por lá ficar. A única vez que por lá passei só via lixo à frente, tendas em cima das outras, e filas e mais filas para as degradantes instalações santitárias. Quanto às questões técnicas, em alguns concertos foi mais notória a deficiência no som o que é de lamentar...Os grandes nomes que passaram pelo Meco mereciam algo muito melhor.
Diziam que os bilhetes para o segundo dia estavam esgotados mas, nas bilheteiras ainda tinham bastantes disponiveís...
Enfim...concluindo, para mim o festival valeu a pena essencialmente pelo segundo dia e por me ter proporcionado a oportunidade de ver duas das minhas bandas preferidas de seguida, no entanto, as condições do recinto deixam muito a desejar pelo que, provavelmente só voltarei a colocar lá os pés no próximo ano se o cartaz apresentar nomes que me obriguem a isso. Olha, assim de repente estou-me a lembrar de David Bowie e Radiohead :D